Ar-condicionado inverter: o que é e a diferença para o convencional
Neste artigo
O ar-condicionado inverter é o modelo em que o compressor muda de velocidade conforme a necessidade do ambiente. No convencional, também chamado de on/off, o compressor trabalha sempre na mesma velocidade e fica ligando e desligando para manter a temperatura.
Essa diferença muda o consumo de energia e a estabilidade da temperatura no cômodo. Veja abaixo como o inverter funciona, as vantagens e desvantagens e qual dos dois compensa no seu caso.
O que é e como funciona o ar-condicionado inverter
O compressor é a peça que faz o gás circular entre a unidade interna e a externa, e é ele que gasta a maior parte da energia do aparelho. No inverter, uma placa eletrônica controla a velocidade desse compressor. Ao ligar, ele trabalha em velocidade alta para esfriar o cômodo. Quando o ambiente se aproxima da temperatura escolhida, o compressor passa a girar devagar, só o necessário para manter a temperatura.
Existem modelos inverter só frio e quente e frio. A tecnologia está no compressor, então vale para os dois tipos.
Qual a diferença entre o ar-condicionado inverter e o convencional
No convencional, o compressor só tem uma velocidade. Ele trabalha no máximo até o cômodo chegar à temperatura, desliga e volta a ligar quando a temperatura sobe. Nesse ciclo, o ambiente esquenta e esfria um pouco o tempo todo.
O consumo muda por causa desse funcionamento. Girando devagar na maior parte do tempo, o inverter gasta menos energia que o convencional. Os fabricantes divulgam economias de até 60% ou 70%, mas são resultados dos testes deles, em condições específicas, e a economia real depende de quanto e como o aparelho é usado. Para comparar dois modelos, olhe o consumo em kWh por ano na etiqueta do Inmetro. Para gastar menos com qualquer aparelho, veja como economizar energia com o ar-condicionado.
A etiqueta atual do Inmetro (Portaria 550/2026, que substituiu a 269/2021) usa um índice sazonal, o IDRS, que calcula o desempenho do aparelho em várias temperaturas externas ao longo do ano e testa os modelos inverter também girando em velocidade reduzida. Segundo o Idec, no método antigo os aparelhos eram testados só no máximo, e um inverter e um convencional podiam ficar na mesma classe A. Com o índice novo, a economia do inverter aparece na classe e no consumo anual.
Vantagens e desvantagens do ar-condicionado inverter
A principal vantagem é o consumo menor, que faz mais diferença na conta quanto mais horas o aparelho fica ligado. A temperatura também fica mais estável, sem a alternância entre calor e frio do convencional, e a LG cita ainda menos vibração e menos ruído.
A desvantagem é o preço: o inverter custa mais na compra, e esse valor volta aos poucos na conta de luz. Ele também tem mais componentes eletrônicos que o convencional, e instaladores ouvidos pelo site WebArCondicionado apontam que isso o deixa mais exposto a variações de tensão na rede elétrica.
Inverter ou convencional: qual escolher
Para quem usa o ar-condicionado todos os dias, como em quartos à noite, escritórios e comércios, o inverter costuma ser a melhor escolha, e o Idec também recomenda o inverter com classe A na etiqueta. Quando o aparelho fica ligado poucas horas por semana, a diferença na conta é menor e o preço de compra pesa mais na decisão. Em qualquer caso, a capacidade em BTUs precisa ser a certa para o ambiente. Um aparelho pequeno demais trabalha no máximo o tempo todo, e o inverter perde a vantagem de girar devagar. Na avaliação para a instalação do ar-condicionado, a capacidade certa é confirmada antes da compra.
Manutenção do ar-condicionado inverter
O inverter precisa dos mesmos cuidados de qualquer split. No uso diário, lave os filtros a cada duas a quatro semanas. A limpeza do ar-condicionado completa vale a cada 6 meses, ou a cada 3 meses em comércios e com uso intenso, e a manutenção preventiva, uma vez por ano. Como todo ar-condicionado, ele também precisa de um circuito elétrico próprio, sem extensões nem adaptadores.